Terça-feira, Setembro 22, 2009
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
O que é o “para sempre”?!!! No meu entender, é apenas um dia após o outro, ou melhor dizendo, é o resultado da nossa labuta diária no intuito de fazer algo permanecer em nossa vida; é aquilo que construímos dia após dia, minuto a minuto...
E o que estou a dizer com isso?!!!
Bem, é que o “para sempre” não é algo que se adquire em um passe de mágica, ele requer de nós o esmero empregado na feitura de uma obra.
Nas questões afetivas é comum vermos quem defenda que o amor só é verdadeiro quando dura “para sempre”, há também quem aponte o “para sempre” naqueles relacionamentos nos quais as partes ainda se encontram juntas já estando bem velhinhas. Ora, é sabido que na maioria desses casos de “para sempre” o amor a muito se perdeu e a razão que os mantiveram unidos foi tão somente o comodismo, o receio de serem apontados como derrotados, a falta de coragem de ter que dar satisfação à sociedade, a ausência de firmeza de espírito para admitir que não é necessário ser “para sempre”, mas que carece apenas ser “até o fim”. E o fim, minha gente, quando o “agora” fica esquecido chega bem antes do “para sempre”.
Isso exposto, quero aqui salientar o pensamento de Sarah Westphal, que diz: “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
A citação acima se justifica devido aos inúmeros casos de relacionamentos arquejantes que se arrastam no plano do “quem quase vive já morreu”. Eu “admiro, mas não invejo” os “corajosos” que conseguem levar a vida inteira assim. Mas, vejam bem, eu não estou, com isso, a defender a inconstância. Eu penso que o “até o fim” só é possível quando se esgotam no “agora” todas as possibilidades do “para sempre”. Assim sendo, o que estou a dizer é que é admirável e invejável a intrepidez daqueles que se entregam sem reservas ou restrições àquilo que sentem; daqueles que não abrem mão de viver de maneira absoluta aquilo que o seu coração deseja; daqueles que se permitem uma nova chance acreditando e empenhando-se no “agora” para que o “para sempre” faça periférico o “até o fim”. Para mim, são merecedores de admiração aqueles que, heroicamente, conseguem perceber o “até o fim” e se dão no “agora” a uma nova oportunidade de “para sempre”. Pois, uma vez instalado o “até o fim”, dificilmente as chamas que impulsionaram o espírito um dia poderão ser recuperadas.
Por fim, àqueles que vivem o momento do “Pai, afasta de mim este cálice” (Mateus, 26:34), peçamos para o “até o fim”, perdão; peçamos para o “agora”, chance; e, não nos sendo possível esta nova chance, peçamos “para sempre” tempo. Quiçá “Aba” nos conceda continuamente grande disposição para nos atirar com ímpeto no “agora,” tornando-o mais significativo; para que o “para sempre” possa ser perpétuo; para que a história de nossas vidas possa chegar “até o fim” ou no “para sempre” e ter valido a pena.
Sexta-feira, Agosto 14, 2009
Pode?!!!
Terça-feira, Junho 30, 2009
Recentemente, foi publicado, na revista Science, um estudo feito através da ressonância magnética, no qual alguns cientistas americanos afirmam ter descoberto a região do cérebro responsável pela confiança, o núcleo caudato. De acordo com eles, quando o núcleo caudato entra em ação ele adquire e processa informações para a tomada de decisões baseadas na confiança. E...?!!! Bom, da semana passada para cá, tenho me debatido incessantemente com a instigante questão acreditar/desacreditar e hoje, finalmente, após lembrar-me dum comentário de Denis Diderot (filósofo e escritor francês – 1713-1784) que diz que na vida “é tão arriscado acreditar em tudo como não acreditar em nada”, resolvi escrever sobre meu conflito existencial optando por direcionar a minha mente no sentido de acreditar.
Daí, dei-me conta de que, das inúmeras relações que vivi/vivo com as mais variadas pessoas, nunca me foi dada a possibilidade de fugir da pergunta: por que as pessoas mentem? Provavelmente, porque nem tudo deve ser dito, porque nem tudo necessita ser sabido ou talvez porque certas verdades não são para todos. Também existe o aspecto de na mentira as pessoas dizerem algo por dizer, falarem mais do que fazer, inventarem desculpas, dissimularem motivos e mais do que isso: acreditarem nos motivos que imaginam. A bem pouco tempo, ouvi insistentemente na fala do personagem principal da série “House, M.D.” o seguinte chavão: Everibody lies (todos mentem). O que, de certo modo, impulsiona-me a crer que o próprio “tecido social” não se rasga em virtude de as mentiras auxiliarem em sua estrutura. Tem gente que acredita que só pode se dar bem aquele que sabe mentir. O que, para mim, é um hediondo absurdo. Entretanto, convém aqui ressaltar que a confiança, a meu ver, é algo que está inserido no limite daquilo que pode ser tomado como verdade ou mentira.
Existem pesquisas que demonstram que, de uma forma ou outra, todas as pessoas mentem e, assim sendo, o maior obstáculo (relacionado ao tema) que a psicologia encontra é justamente divisar a mentira patológica da mentira fisiológica. Não são raros os momentos em que sinto necessidade de envolver a psicologia nessa questão. Isso ocorre, especificamente, quando em dada circunstância alguém mente e a sua mentira frustra e aborrece o outro, que, por sua vez, pode não “merecer” tal calúnia. Contudo, a psicologia não toma por base a análise isolada da atitude de uma pessoa uma vez que, para ela, o que importa é o conjunto da situação existencial no qual ela está inserida, o que importa são os sentimentos, os pensamentos e os propósitos que acompanham a atitude tomada. Segundo me consta, a psicologia não tem como instituir o perfil do mentiroso, pois cada caso é um caso. De acordo com o Dr.Wagner Paulon, é o psíquico “que resume as noções de alma, espírito, mente, pensamento, conduta, comportamento, vida pessoal, drama pessoal humano, vida intelectual, afetiva e ativa”. Ele afirma, também, que o psíquico é a “parte da vida dum indivíduo que o põe, como um todo, em relação com o mundo em que vive, com os seus semelhantes e com os outros seres vivos e brutos”.
Mas o que são as mentiras patológica e fisiológica? A mentira patológica pode ser entendida como o hábito entranhado de mentir e reflete um transtorno da personalidade, o que alguns estudiosos nomeiam de “pseudologia fantástica” (compulsão a fantasiar uma vida fictícia para causar grande mobilização e perplexidade em outras pessoas) e outros chamam de Síndrome de Münchhausen (nesta síndrome o indivíduo não suporta a idéia de ser comum, normal, trivial; pois ele tem que ser super especial, tem que ter particularidades excepcionais e fantásticas). Nessa tendência impulsiva para a mentira, o indivíduo revela a necessidade que tem de ser admirado, de ser merecedor de amor e consideração pelos demais, o que paralelamente também revela o seu descontentamento com o real e a sua módica condição existencial. Todavia, a maior parte dos indivíduos se encaixa nos mentirosos fisiológicos e a mais fisiológica das mentiras são os falsos elogios. Olhando por esse foco, a mentira fisiológica pode até auxiliar a integração social e, tanto isso é real, que as pessoas que têm dificuldade para essas “mentirinhas corriqueiras” são consideradas socialmente pouco habilidosas. O que pode ser exemplificado de maneira lúdica com o quadro Super-Sincero, do Fantástico.
Bom, mas existem mentiras que são incriminatórias e elas são formuladas de maneira tão verídicas que nos cobrem com o manto da desconfiança. É bem comum vermos, em séries ou filmes policiais, que as pessoas mais próximas à vítima são as principais suspeitas de qualquer crime. É claro que nesse contexto praticamente tudo é ficção, entretanto não podemos desconsiderar a questão da verosimilhança. Se na ficção está presente a preocupação com a ligação, nexo ou harmonia entre fatos, idéias etc, podemos correr o risco de afirmar que vemos na ficção parte daquilo que possivelmente ocorre na vida real e, nesse caso, a mentira não poderia ser entendida como uma espécie de contrário da verdade, pois ética e moralmente ela estaria muito mais próxima da intenção de enganar do que do teor da conspurcação da verdade. Porém, é a intenção que define a mentira e estabelece o dano ou dolo.
No meu entender, o ser humano é um dos animais que passa (se houver recompensa plausível) por cima uns dos outros e se for preciso (para se defender ou atacar) ele irá usar mecanismos como enganar, ludibriar, mentir, ocultar... Entretanto, para mim, esses mecanismos são utilizados com mais frequência em ocasiões defensivas uma vez que é na necessidade de se resguardar, que eles regem o comportamento do homem. Isso exposto, chamo agora a atenção daqueles que se encontram insertos num dilema similar. E agora?! Devemos/podemos confiar uns nos outros? E se formos apanhados no momento em que registramos a infração de duvidar? E se o alvo da nossa falta de confiança nos descobrir? E pior ainda, e se for, apesar de existirem contra si delações, inocente? Vejam bem como o ato de não confiar apresenta questões que são bem complexas.
E, com base nisso, poderá se dar aquela tão frequente pergunta: “porque será que as pessoas em quem mais confiamos, são as que mais nos decepcionam?” Eu penso que talvez seja porque são delas que esperamos mais, que as suas interpretações fazem diferença em nossas vidas e têm um peso muito maior do que o das outras pessoas que não significam tanto assim. As pessoas em quem mais confiamos são aquelas que amamos, de uma maneira ou de outra, são aquelas a quem nos entregamos e elas têm o poder de nos elevar, como também têm o poder de nos derrear, uma vez que suas atitudes e palavras entram fundo em nosso coração. Entretanto, precisamos nos lembrar que elas também estão expostas ao erro.
Para finalizar, gostaria de lembrar que só existe um lado bom da mentira. É verdade!!! O lado bom é que de tão vazia que é, ela é sempre mais leve (leviana) que a verdade e, mais cedo ou tarde, ela virá à tona e flutuará no desmedido mar da vida. Esta é a minha maneira de pressentir essa situação e eu acredito na minha opção de crença... nela e em VOCÊ.
Daí, dei-me conta de que, das inúmeras relações que vivi/vivo com as mais variadas pessoas, nunca me foi dada a possibilidade de fugir da pergunta: por que as pessoas mentem? Provavelmente, porque nem tudo deve ser dito, porque nem tudo necessita ser sabido ou talvez porque certas verdades não são para todos. Também existe o aspecto de na mentira as pessoas dizerem algo por dizer, falarem mais do que fazer, inventarem desculpas, dissimularem motivos e mais do que isso: acreditarem nos motivos que imaginam. A bem pouco tempo, ouvi insistentemente na fala do personagem principal da série “House, M.D.” o seguinte chavão: Everibody lies (todos mentem). O que, de certo modo, impulsiona-me a crer que o próprio “tecido social” não se rasga em virtude de as mentiras auxiliarem em sua estrutura. Tem gente que acredita que só pode se dar bem aquele que sabe mentir. O que, para mim, é um hediondo absurdo. Entretanto, convém aqui ressaltar que a confiança, a meu ver, é algo que está inserido no limite daquilo que pode ser tomado como verdade ou mentira.
Existem pesquisas que demonstram que, de uma forma ou outra, todas as pessoas mentem e, assim sendo, o maior obstáculo (relacionado ao tema) que a psicologia encontra é justamente divisar a mentira patológica da mentira fisiológica. Não são raros os momentos em que sinto necessidade de envolver a psicologia nessa questão. Isso ocorre, especificamente, quando em dada circunstância alguém mente e a sua mentira frustra e aborrece o outro, que, por sua vez, pode não “merecer” tal calúnia. Contudo, a psicologia não toma por base a análise isolada da atitude de uma pessoa uma vez que, para ela, o que importa é o conjunto da situação existencial no qual ela está inserida, o que importa são os sentimentos, os pensamentos e os propósitos que acompanham a atitude tomada. Segundo me consta, a psicologia não tem como instituir o perfil do mentiroso, pois cada caso é um caso. De acordo com o Dr.Wagner Paulon, é o psíquico “que resume as noções de alma, espírito, mente, pensamento, conduta, comportamento, vida pessoal, drama pessoal humano, vida intelectual, afetiva e ativa”. Ele afirma, também, que o psíquico é a “parte da vida dum indivíduo que o põe, como um todo, em relação com o mundo em que vive, com os seus semelhantes e com os outros seres vivos e brutos”.
Mas o que são as mentiras patológica e fisiológica? A mentira patológica pode ser entendida como o hábito entranhado de mentir e reflete um transtorno da personalidade, o que alguns estudiosos nomeiam de “pseudologia fantástica” (compulsão a fantasiar uma vida fictícia para causar grande mobilização e perplexidade em outras pessoas) e outros chamam de Síndrome de Münchhausen (nesta síndrome o indivíduo não suporta a idéia de ser comum, normal, trivial; pois ele tem que ser super especial, tem que ter particularidades excepcionais e fantásticas). Nessa tendência impulsiva para a mentira, o indivíduo revela a necessidade que tem de ser admirado, de ser merecedor de amor e consideração pelos demais, o que paralelamente também revela o seu descontentamento com o real e a sua módica condição existencial. Todavia, a maior parte dos indivíduos se encaixa nos mentirosos fisiológicos e a mais fisiológica das mentiras são os falsos elogios. Olhando por esse foco, a mentira fisiológica pode até auxiliar a integração social e, tanto isso é real, que as pessoas que têm dificuldade para essas “mentirinhas corriqueiras” são consideradas socialmente pouco habilidosas. O que pode ser exemplificado de maneira lúdica com o quadro Super-Sincero, do Fantástico.
Bom, mas existem mentiras que são incriminatórias e elas são formuladas de maneira tão verídicas que nos cobrem com o manto da desconfiança. É bem comum vermos, em séries ou filmes policiais, que as pessoas mais próximas à vítima são as principais suspeitas de qualquer crime. É claro que nesse contexto praticamente tudo é ficção, entretanto não podemos desconsiderar a questão da verosimilhança. Se na ficção está presente a preocupação com a ligação, nexo ou harmonia entre fatos, idéias etc, podemos correr o risco de afirmar que vemos na ficção parte daquilo que possivelmente ocorre na vida real e, nesse caso, a mentira não poderia ser entendida como uma espécie de contrário da verdade, pois ética e moralmente ela estaria muito mais próxima da intenção de enganar do que do teor da conspurcação da verdade. Porém, é a intenção que define a mentira e estabelece o dano ou dolo.
No meu entender, o ser humano é um dos animais que passa (se houver recompensa plausível) por cima uns dos outros e se for preciso (para se defender ou atacar) ele irá usar mecanismos como enganar, ludibriar, mentir, ocultar... Entretanto, para mim, esses mecanismos são utilizados com mais frequência em ocasiões defensivas uma vez que é na necessidade de se resguardar, que eles regem o comportamento do homem. Isso exposto, chamo agora a atenção daqueles que se encontram insertos num dilema similar. E agora?! Devemos/podemos confiar uns nos outros? E se formos apanhados no momento em que registramos a infração de duvidar? E se o alvo da nossa falta de confiança nos descobrir? E pior ainda, e se for, apesar de existirem contra si delações, inocente? Vejam bem como o ato de não confiar apresenta questões que são bem complexas.
E, com base nisso, poderá se dar aquela tão frequente pergunta: “porque será que as pessoas em quem mais confiamos, são as que mais nos decepcionam?” Eu penso que talvez seja porque são delas que esperamos mais, que as suas interpretações fazem diferença em nossas vidas e têm um peso muito maior do que o das outras pessoas que não significam tanto assim. As pessoas em quem mais confiamos são aquelas que amamos, de uma maneira ou de outra, são aquelas a quem nos entregamos e elas têm o poder de nos elevar, como também têm o poder de nos derrear, uma vez que suas atitudes e palavras entram fundo em nosso coração. Entretanto, precisamos nos lembrar que elas também estão expostas ao erro.
Para finalizar, gostaria de lembrar que só existe um lado bom da mentira. É verdade!!! O lado bom é que de tão vazia que é, ela é sempre mais leve (leviana) que a verdade e, mais cedo ou tarde, ela virá à tona e flutuará no desmedido mar da vida. Esta é a minha maneira de pressentir essa situação e eu acredito na minha opção de crença... nela e em VOCÊ.
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